SPArte desafia crises do mercado

04/04/2014 06:00

A 10ª edição da SP-Arte começou nesta quarta-feira (2/4) e segue até domingo (6), reunindo em 21 mil m² do pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera 136 galerias, sendo 78 brasileiras e 58 provenientes de 17 países.

Para você ter ideia da evolução, as transações realizadas em 2012 na SP-Arte pelas galerias paulistas e estrangeiras somaram quase R$ 49 milhões. Em 2013, o volume mais que dobrou, atingindo R$ 99 milhões. Em sua primeira edição, em 2005, a feira contou com 41 galerias. Já no ano passado, o total passou para 122 galerias, sendo 81 brasileiras e 41 internacionais, provenientes de 14 países.

Das 27 galerias apontadas como as mais conceituadas do circuito mundial das artes em 2013 pela revista ARTREVIEW – referência mundial em arte contemporânea -, 12 marcam presença no evento: David Zwirner, Larry Gagosian, Marion Goodman, Pace, White Cube, Lisson, Luisa Strina, Thaddaeus Ropac,  Neugerriemschneider, Kurimanzutto, Franco Noero e  Continua. Nenhuma outra feira, além das já consagradas Basel, Frieze, Arco ou Fiac, reúne esse time de galerias no seu espaço. Algumas vêm à SP-Arte há duas ou três edições consecutivas, como é o caso da White Cube.

“A presença de galerias estrangeiras é um sintoma visível do crescimento do mercado e de sua internacionalização, a exemplo do que ocorrem em outras metrópoles pelo mundo, como Paris, Madri, Nova Iorque e Londres”, disse à Cultura e Mercado a diretora da feira, Fernanda Feitosa.

Para as brasileiras, participar da SP-Arte, a principal feira de arte do Hemisfério Sul, é uma credencial para as feiras promovidas em outros países. Segundo Fernanda, além do crescente interesse do mercado estrangeiro pela nossa arte, um dos facilitadores é o programa de convidados internacionais, que acontece desde o primeiro ano da feira e desde 2009 em parceria com o projeto Latitude da Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex). “Através deste programa convidamos colecionadores, diretores de museus e curadores para fazer uma viagem de imersão no Brasil, com foco nas artes plásticas e visuais. A viagem tem um roteiro intenso que privilegia conhecer a produção artística nacional”, conta a diretora.

“O interesse pelas atividades paralelas é crescente, por criarem enredos e repertórios que proporcionam um relacionamento mais rico com a arte”, afirma Fernanda Feitosa. Entre as atividades internas da 10ª edição destacam-se os diálogos com os artistas Thiago Martins de Melo, Mabe Bethônico e Ana Bella Geiger, e com os curadores Pablo León de La Barra e Ivo Mesquita.

“Sem dúvida arte sempre foi um bom negócio – para a alma, principalmente, e até mesmo financeiramente”, conclui Fernanda.

A programação completa da SP-Arte está no site >> www.sp-arte.com

Editora do site Cultura e Mercado e diretora de conteúdo do Cemec.

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